Aspectos diagnósticos e terapêuticos do melanoma acral lentiginoso: uma revisão.

Conteúdo do artigo principal

Mateus Rodrigues de Aguiar
Gustavo Yano Callado
Heitor Carvalho Gomes
Renato Santos de Oliveira Filho

Resumo

O melanoma acral lentiginoso (MAL) é um tipo de melanoma cutâneo raro, que apresenta alta mortalidade na população geral. A apresentação clínica geralmente se dá pelo surgimento progressivo de uma mácua assimétrica de bordas irregulares e de coloração escura (variando entre o preto e o marrom) na pele. As parte do corpo mais acometidas são regiões de extremidades, como palmas das mãos e plantas dos pés, além do leito ungueal e das mucosas. Portanto, são áreas que não são comumente expostas ao sol, distanciando a influência da radiação ultravioleta no surgimento deste tipo de câncer. O diagnóstico é realizado através da história clínica do paciente, dermatoscopia, histopatologia da lesão e através de testes moleculares. Esse tipo de diagnóstico é considerado desafiador, principalmente nos estágios iniciais, período em que as alterações histopatológicas e clínicas são mínimas. De uma forma geral, o tratamento do MAL é semelhante ao dos outros melanomas cutâneos e consiste na ampla excisão da lesão para obter margens negativas adequadas e estadiamento apropriado, incluindo mapeamento do linfonodo sentinela e linfadenectomia seletiva, quando apropriado. Portanto, diante da importância deste tipo de melanoma, nosso grupo apresenta esta revisão da literatura, reunindo os aspectos referentes ao diagnóstico e ao tratamento do MAL que foram discutidos por diferentes centros de pesquisa nos últimos anos. O objetivo principal desta pesquisa é, portanto, contribuir para a discussão médica, compilando as informações mais aceitas e consolidadas sobre a doença.

Detalhes do artigo

Como Citar
1.
Rodrigues de Aguiar M, Klockner E, Yano Callado G, Carvalho Gomes H, Santos de Oliveira Filho R. Aspectos diagnósticos e terapêuticos do melanoma acral lentiginoso: uma revisão. Braz. J. Nat. Sci [Internet]. 15º de maio de 2023 [citado 23º de julho de 2024];5(1):E1712023- 1. Disponível em: https://bjns.com.br/index.php/BJNS/article/view/171
Seção
Artigo em fluxo contínuo
Biografia do Autor

Mateus Rodrigues de Aguiar, Acadêmico de Medicina da Universidade Federal do Ceará

Universidade Federal do Ceará

Gustavo Yano Callado, Acadêmico de Medicina da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein (FICSAE).

Acadêmico de Medicina da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein (FICSAE)

Heitor Carvalho Gomes, Docente do Mestrado Profissional em Ciência, Tecnologia e Gestão Aplicados à Regeneração Tecidual da UNIFESP

Docente do Mestrado Profissional em Ciência, Tecnologia e Gestão Aplicados à Regeneração Tecidual da UNIFESP.

Renato Santos de Oliveira Filho, Professor adjunto e coordenador do Setor de Melanoma e Tumores Cutâneos da Disciplina de Cirurgia Plástica da Unifesp, professor orientador e coordenador do Mestrado Profissional em Ciência, Tecnologia e Gestão Aplicados à Regeneração Tecidual da Unifesp

Professor adjunto e coordenador do Setor de Melanoma e Tumores Cutâneos da Disciplina de Cirurgia Plástica da Unifesp, professor orientador e coordenador do Mestrado Profissional em Ciência, Tecnologia e Gestão Aplicados à Regeneração Tecidual da Unifesp

Referências

Basurto-Lozada P, Molina-Aguilar C, Castaneda-Garcia C, Vázquez-Cruz ME, Garcia-Salinas OI, Álvarez-Cano A et al. Acral lentiginous melanoma: Basic facts, biological characteristics and research perspectives of an understudied disease. Pigment Cell Melanoma Res. 2021 Jan;34(1):59-71. doi: 10.1111/pcmr.12885. Epub 2020 Jun 17. PMID: 32330367; PMCID: PMC7818404.

Bian SX, Hwang L, Hwang J, Ragab O, In GK, Peng D, Lin E. Acral lentiginous melanoma-Population, treatment, and survival using the NCDB from 2004 to 2015.

Bormann G, Marcsh WC, Haerting J, Helmbold P. Concomitant traumas influence prognosis in melanomas of the nail apparatus, British Journal of Dermatology, 2006. 155, (1), 76–80, doi.org/10.1111/j.1365-2133.2006.07235.

Brazen BC, Gray T, Farsi M, Miller R. Acral Lentiginous Melanoma: A Rare Variant With Unique Diagnostic Challenges. Cureus. 2020 Jun 3;12(6):e8424. doi: 10.7759/cureus.8424. PMID: 32642340; PMCID: PMC7336622.

Breuninger H, Kohler C, Drepper H, Bastian B, Brocker EV, Gohl J et al. Ist das akrolentiginöse Melanom (ALM) maligner als das superfiziell spreitende Melanom (SSM) in einer High-risk-Lokalisation? . Hautarzt. 1994. 45, 529–531. doi.org/10.1007/s001050050120.

Brolu M, Alsibai KD, Cenciu B, Guevara H, Fayette J, Neidhardt EV et al. Clinical and histological characteristics, and management of melanoma in French Guiana, 2007–2018. International Journal of Dermatology. 2020 (59); 997-999. doi.org/10.1111/ijd.14961.

Cantwell P, Van-Dam H. Acral Amelanotic Melanoma Mimicking a Non-Healing Arterial Ulcer. Case Reports in Dermatology. 2019;11:77-81. doi: 10.1159/000499155.

Carter TM, Strassle PD, Ollila DW, David W, Stitzenberg KB, Meyers MO et al. Does acral lentiginous melanoma subtype account for differences in patterns of care in Black patients? The American Journal of Surgery. 221 (4), 706-711.DOI: 10.1016/j.amjsurg.2020.12.040.

Csányi I, Houshmand N, Szűcs M, Ócsai H, Kemény L, Oláh J et al. Acral lentiginous melanoma: a single-centre retrospective review of four decades in East-Central Europe. J Eur Acad Dermatol Venereol. 2020 Sep;34(9):2004-2010. doi: 10.1111/jdv.16227. Epub 2020 Mar 20. PMID: 31989672.

Curtin JA, Busam K, Pinkel D, Bastian B. Somatic Activation of KIT in Distinct Subtypes of Melanoma. Journal of Clinical Oncology. 2016. 24 (6), 4340-4346. DOI: 10.1200/JCO.2006.06.2984.

Darmawan CC, Jo G, Montenegro S, Kwak Y, Cheol L, Cho KH et al. Early detection of acral melanoma: A review of clinical, dermoscopic, histopathologic, and molecular characteristics. Journal of the American Academy of Dermatology. 2019. 81 (3), 805-812. DOI: 10.1016/j.jaad.2019.01.081.

Egger ME, McMasters KM, Callender GG, Quillo AR, Martin RC 2nd, Stromberg AJ et al. Unique prognostic factors in acral lentiginous melanoma. Am J Surg. 2012 Dec;204(6):874-9; discussion 879-80. doi: 10.1016/j.amjsurg.2012.05.013. Epub 2012 Sep 28. PMID: 23022254.

Fernandez-Flores A, Cassarino DS. Histopathological diagnosis of acral lentiginous melanoma in early stages. Ann Diagn Pathol. 2017 Feb;26:64-69. doi: 10.1016/j.anndiagpath.2016.08.005. Epub 2016 Aug 20. PMID: 27601330.

Goydos JS, Shoen SL. Acral Lentiginous Melanoma. Cancer Treat Res. 2016;167:321-9. doi: 10.1007/978-3-319-22539-5_14. PMID: 26601870.

Hall KH, Rapini RP. Acral Lentiginous Melanoma. 2022 Jul 25. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2022 Jan–. PMID: 32644539.

Han B, Hur K, Ohn J, Lim SS, Mun JH. Acral lentiginous melanoma in situ: dermoscopic features and management strategy. Sci Rep. 2020 Nov 25;10(1):20503. doi: 10.1038/s41598-020-77425-z. PMID: 33239715; PMCID: PMC7688656.

Huang K, Fan JI, Misra S. Acral Lentiginous Melanoma: Incidence and Survival in the United States, 2006-2015, an Analysis of the SEER Registry. Journal of Surgical Research. 2020 (251), 329-339. DOI: 10.1016/j.jss.2020.02.010.

INCA. Instituo Nacional do Câncer. Informativo Detecção Precoce. Câncer de pele. Nº 3, 2016. Disponível em: https://www.inca.gov.br/publicacoes/informativos/informativo-deteccao-precoce-no-3-2016-cancer-de-pele.

Kolla AM, Vitiello GA, Friedman EB, Sun J, Potdar A et al. Melanoma Lentiginoso Acral: Uma Análise de Sobrevivência de Subestágio Multicêntrico dos Estados Unidos. Controle do Câncer. 2021;28. doi: 10.1177/10732748211053567.

Lesage C, Journet-Tollhupp J, Bernard P, Grange F. Mélanome acral post-traumatique : une réalité sous-estimée ?Post-traumatic acral melanoma: An underestimated reality? Annales de Dermatologie et de Vénéréologie. 2012. 139 (11), 727-731. DOI: 10.1016/j.annder.2012.06.034.

Lino-Silva L, Zepeda-Najar C, Martinez-Said H, Salcedo-Hernandez R. Acral Lentiginous Melanoma: Survival Analysis of 715 Cases. Journal of Cutaneous Medicine and Surgery. 2019;23(1):38-43. doi:10.1177/1203475418800943.

Mejbel HA, Torres-Cabala CA, Milton DR, Ivan D, Feldmeyer L, Namikawa K et al. Prognostic significance of acral lentiginous histologic type in T1 melanoma. Modern Pathology. 2021; 34(3), 572–583. doi.org/10.1038/s41379-020-0641-x.

Merkel EA, Gerami P. Malignant melanoma of sun-protected sites: a review of clinical, histological, and molecular features. Lab Invest. 2017 Jun;97(6):630-635. doi: 10.1038/labinvest.2016.147. Epub 2017 Jan 16. PMID: 28092366.

Minor DR, Kashani-Sabet M, Garrido M, O'Day SJ, Hamid O, Bastian BC. Sunitinib therapy for melanoma patients with KIT mutations. Clin Cancer Res. 2012 Mar 1;18(5):1457-63. doi: 10.1158/1078-0432.CCR-11-1987. Epub 2012 Jan 18. PMID: 22261812.

Mitchell TC, Karakousis G, Schuchter L. Melanoma. Abellof´s Clinical Oncology. 2020 (6). 1034-1051. doi.org/10.1016/B978-0-323-47674-4.00066-9.

Naidoo J, Page DB, Wolchok JD. Immune modulation for cancer therapy. Br J Cancer. 2014 Dec 9;111(12):2214-9. doi: 10.1038/bjc.2014.348. Epub 2014 Sep 11. PMID: 25211661; PMCID: PMC4264429.

Nakamura Y, Fujisawa Y. Diagnosis and Management of Acral Lentiginous Melanoma. Curr Treat Options Oncol. 2018 Jun 27;19(8):42. doi: 10.1007/s11864-018-0560-y. PMID: 29951919.

Okhovat JP, Tahan SR, Kim CC. A pink enlarging plaque on the plantar foot: amelanotic acral lentiginous melanoma. Dermatol Online J. 2019;25(1). DOI: 10.5070/D3251042617.

Radovic-Kovaceciv V, Pekmezovic T, Adanja B, Jarebinski M, Marinkovic J, Tomin R. Analiza prezivljavanja bolesnika s malignim melanomom koze [Survival analysis in patients with cutaneous malignant melanoma]. Srp Arh Celok Lek. 1997;125(5-6):132-137.

Piliang MP. Acral lentiginous melanoma. Clin Lab Med. 2011 Jun;31(2):281-8. doi: 10.1016/j.cll.2011.03.005. PMID: 21549241.

Proietto G, Giaculli E, De Biasio F, Guarneri GF, Rampino Cordaro E, Parodi PC. Conservative surgical treatment of a thin acral lentiginous melanoma of the thumb with no recurrences: a case report. Dermatol Ther. 2013 May-Jun;26(3):260-2. doi: 10.1111/j.1529-8019.2013.01550.x. Epub 2013 Apr 12. PMID: 23742286.

Ridgeway CA, Hieken TJ, Ronan SG, Kim, DK, Das Gupta TK. Acral lentiginous melanoma. Arch Surg. 1995;130(1):88-92. doi:10.1001/archsurg.1995.01430010090019.

Roh MR, Kim J, Chung KY. Treatment and outcomes of melanoma in acral location in Korean patients. Yonsei Med J. 2010 Jul;51(4):562-8. doi: 10.3349/ymj.2010.51.4.562. PMID: 20499423; PMCID: PMC2880270.

Sureda N, Phan A, Poulalhon N, Balme B, Dalle S, Thomas L. Conservative surgical management of subungual (matrix derived) melanoma: report of seven cases and literature review. Br J Dermatol. 2011 Oct;165(4):852-8. doi: 10.1111/j.1365-2133.2011.10477.x. Epub 2011 Aug 4. PMID: 21812768.

Teixido C, Castillo P, Martinez-Vila C, Arance A, Alos L. Molecular Markers and Targets in Melanoma. Cells. 2021 Sep 5;10(9):2320. doi: 10.3390/cells10092320. PMID: 34571969; PMCID: PMC8469294.

Zhang N, Wang L, Zhu GN, Sun DJ, He H, Luan Q et al. The association between trauma and melanoma in the Chinese population: a retrospective study. Journal of the European Academy of Dermatology y Venereology. 2014. 28 (5), 597-603. DOI: 10.1111/jdv.12141.

Zheng AW, Jia DD, Zhou CC, Li T. .Mutational profiling of melanomas in patients from the southeast coast of China. Translational Cancer Research. 2020. 9 (8). DOI: 10.21037/tcr-20-1871.

Wang L, Wu J, Dai Z, Ji S, Jiang R. Clinical characteristics and prognosis of acral lentiginous melanoma: a single-center series of 211 cases in China. International Journal of Dermatology. 2021; 60 (12), 1504-1509. doi.org/10.1111/ijd.15642.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)